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sábado, junho 27, 2015

Recital Bateras Beat Fortaleza 2015

No dia 09 de julho o #BaterasBeatFortaleza encerra as atividades do semestre com um grande Recital! Convidamos todos os nossos alunos, familiares e amigos para prestigiar o evento que acontecerá na Livraria Cultura - Av. Dom Luís, 1010 a partir das 19h.

Para mais informações, ligue: (85)3081-8081
A entrada é franca!


quarta-feira, maio 20, 2015

Workshop com Hamilton de Castro


Na próxima quarta-feira, dia 27 de maio, o Bateras Beat Fortaleza terá o prazer de receber Hamilton de Castro, fera do contrabaixo, para um Workshop especial! IMPERDÍVEL! A entrada é FRANCA!

Workshop com Hamilton de Castro

- Dia: 27/05
- Horário: A partir das 19h
- Local: Bateras Beat Fortaleza, rua Joaquim Nabuco, 2326 - Dionísio Torres


quarta-feira, abril 22, 2015

Workshop com os professores do Bateras Beat Fortaleza


Olá bateras e músicos de plantão!

A equipe do Bateras Beat Fortaleza convida todos para um Workshop na próxima quinta-feira(30/04) às 19h. O evento será no Instituto, rua Joaquim Nabuco, 2326 - Dionísio Torres. Para mais informações, ligue: (85)3081-8081

A entrada é FRANCA!

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Workshop com o grupo Por Um Trio



Retomando nossos eventos musicais, sempre na última quarta-feira do mês, começamos 2015 trazendo o grupo Por Um Trio. No dia 25 de Fevereiro, a partir das 18h temos um encontro marcado!

Local: Bateras Beat Fortaleza, Rua Joaquim Nabuco 2326 - Dionísio Torres
Hora: 18h
Entrada Franca

Mais informações: (85)3081-8081


quinta-feira, janeiro 29, 2015

Os 13 instrumentos musicais mais estranhos do mundo

Conheça os instrumentos que são fruto da mistura entre música, criatividade e folclore

A relação entre música e criatividade é antiga e, desde a antiguidade, já deu origem aos mais variados instrumentos musicais. Através do tempo, músicos de diferentes culturas enriqueceram o universo musical criando instrumentos que surpreendem não apenas pela peculiar aparência, mas também pela sonoridade.

Confira abaixo uma lista dos 13 instrumentos mais estranhos da história.
1) Contrabaixo Balalaika
Criado na Rússia do século XVII, este instrumento triangular pode ser tocado com os dedos ou com palhetas de couro. A Balalaika pode ser encontrada na versão prima, seconda, alto, baixo e contrabaixo, a maior de todas.
2) American Fotoplayer
Criado em 1912, o Fotoplayer é uma combinação elaborada de instrumentos de percussão, capazes de imitar desde o som de pássaros cantando até disparos de armas de fogo. Por conta de sua versatilidade sonora, o Fotoplayer é considerado o pai dos sintetizadores modernos.
3) Órgão do Auditório Boardwalk
Devido ao seu tamanho, o instrumento levou três anos para ser construído. Entre 1929 e 1932, a companhia Midmer-Losh construiu o órgão, que conta com sete teclados, 1.235 tabuladores, 35 percussões melódicas, 46 não melódicas, 18 trêmulos, 120 pedais de seleção e seis pedais.
4) Stylophone
Feito em 1967, este mini sintetizador vendeu mais de três milhões de unidades até 1975. Para ser executado, o instrumento contava com uma pequena vareta.
5) Violão Picasso
Criado em 1984, por Pat Metheny e Melinda Manzer, o violão Picasso tem múltiplos braços, 42 cordas e dois bocais. O instrumento levou dois anos para ser produzido.
6) Theremin
Considerado o primeiro instrumento musical eletrônico o Themerin foi criado em 1928, por Leon Theremin (daí o nome do instrumento). Com um som bem diferente o instrumento não necessita de nenhum contato com o executante.
7) Cimbalom
Muito popular entre os ciganos da Hungria, Grécia e de outros países da Europa Central, o Cimbalom ainda é muito tocado por esses povos como parte de sua herança cultural. Ele faz parte da trilha sonora de filmes comoO Senhor dos Anéis e Star Trek III.
8 ) Harmônica de vidro
Em 1762, impressionado com uma apresentação de Richard Pockrichan tocando um instrumento londrino de cristal, o político americano Benjamin Franklin criou a Harmônica de vidro.
9) Crwth
De origem galesa, o Crwth (ou Crowd), data do século XI. Existem apenas quatro originais da época, mas os músicos reproduzem e tocam cópias do instrumento até hoje.
10) O grande órgão de “estalacpipas”, cavernas de Luray, Parque Nacional de Shenandoah, Virginia, EUA
Também conhecido como Litófono, este órgão une a harmonia grega entre a pedra e o som. Elaborado pelo programador do Pentágono Leland W. Sprinkle, o instrumento encontra-se nas cavernas de Luray, cujas propriedades sonoras são conhecidas desde 1878.
11) Ondes Martenot, ou ondium Martenot, ou ondes musicais
Feito em 1928 por Maurice Martenot, este instrumento reproduz notas musicais por meio de variações na frequência oscilatória dos tubos de vácuo. Foi fabricado até 1988 e tocado por músicos como Frank Zappa. O Ondes Martenot também foi utilizado na trilha sonora dos filmes Ghostbusters e Amélie.
12) Harpa judia ou gewgaw (berimbau de boca, no Brasil)
O gewgaw tem origem na Ásia e é um dos instrumentos mais antigos do mundo. Para ser tocado, o instrumento deve ser preso nos dentes e pulsado com os dedos. Pode ser feito de metal ou bambu.
13) Piano desenhado para gente que não pode se levantar da cama
A imagem diz tudo sobre o instrumento fabricado em 1935.



quarta-feira, janeiro 28, 2015

10 curiosidades sobre música



Diversas pesquisas estudam os efeitos da música em nosso humor, rendimento profissional, desempenho físico e até mesmo inteligência

A música tem poderes incontestáveis tanto na vida de uma única pessoa, como na cultura de uma nação. Por meio dela nos expressamos, entendemos, contestamos e divertimos. Até onde esses poderes chegam não podemos determinar, mas sabemos que eles são muito abrangentes. Pesquisadores do mundo todo estudam esses efeitos e comprovam que a música pode mudar nosso humor, inteligência, desempenho físico e também a memória.

Confira 10 coisas que você não sabia sobre o poder da música:

Efeitos no desempenho

Ouvir música ao mesmo tempo em que se realizam outras tarefas pode ter os mais variados efeitos. Pesquisadores da Universidade Chemnitz e da Universidade de Erfurt, ambas na Alemanha, comprovaram que, durante a leitura, ouvir música de fundo pode afetar a compreensão. Na memória, os efeitos foram negativos, mas muito baixos. Já na prática de atividades físicas e em reações emocionais, os impactos da música são muito positivos.

Música favorita

Rebecca Webb e Alexandra Lamont, pesquisadoras da Universidade de Keele, no Reino Unido, concluíram que escolhemos nossa música favorita por conta de eventos de intenso envolvimento emocional. Os resultados de suas pesquisas revelaram que a escolha tem muito a ver com as motivações pessoais dos ouvintes e com suas histórias relacionadas com suas músicas favoritas.

Afeta seu comportamento

Ao testar os efeitos da música no comportamento das pessoas e, especialmente, em suas condutas sociais positivas, pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, descobriram que ouvir músicas com letras socialmente positivas aumentaram a disposição de ajuda nos ouvintes.

Pode deixá-lo mais inteligente

Em um experimento com 144 crianças, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, concluíram que as crianças que participaram de grupos com aulas de música exibiram aumentos de QI e melhor desempenho acadêmico. Novas pesquisas também mostram que o cérebro de músicos é desenvolvido de tal forma que os deixam mais alertas, dispostos a aprender e calmos.

Faz você gastar mais dinheiro

Em bares, aumentar o volume da música eleva o consumo de álcool. Já em lojas de flores, músicas românticas provocam aumento das vendas. É o que mostram pesquisas feitas por cientistas da Universidade Bretagne-Sud, na França.

Rockstars realmente vivem menos

Mark Bellis da Universidade John Moores, no Reino Unido, apresentou estudos que mostram que entre três a 25 anos depois de se tornarem famosos, artistas de todos os 1000 principais álbuns de rock e música pop são 1.7 vezes mais propensos a morrer do que pessoas comuns da mesma idade. Eles morrem por problemas relacionados a álcool e drogas (31%), acidentes (14%), violência e suicídio (9%), doenças cardiovasculares (14%) e câncer (20%).

Personalidade

Segundo as pesquisas de Peter J. Rentfrow e Samuel D. Gosling, os gostos musicais podem prever a personalidade das pessoas. Por exemplo, gostos complexos e reflexivos como blues, jazz, música clássica e folk refletem personalidades emocionalmente estáveis, abertas para novas experiências, boas habilidades verbais e com inteligência acima da média.

Relaxar

Sky Chafin da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos testou os efeitos da música clássica, pop e jazz no relaxamento das pessoas depois de eventos estressantes. Os resultados mostraram que ouvir música pop e jazz tem o mesmo efeito restaurativo que o silêncio. Já a música clássica fez efeitos muito mais rápidos e a pressão sanguínea caiu para os níveis normais em tempo muito menor.

Dor

Laura Mitchell, Raymond MacDonald e Christina Knussen concluíram em seus estudos que ouvir sua música preferida durante períodos de dor pode aumentar de forma significativa a tolerância à dor, se comparado com estímulos visuais ou silêncio.

Romance

Nicolas Guéguen estudou os efeitos das músicas românticas. Seus experimentos revelaram que 52,3% das mulheres que participaram dos experimentos ofereçam seus telefones quando uma música romântica estava tocando. Do outro lado, quando a música tocada era neutra, a porcentagem caiu para 27,9%.




Fonte: 

segunda-feira, janeiro 26, 2015

QUAIS AS VANTAGENS DE SABER TOCAR UM INSTRUMENTO MUSICAL


A música faz parte da natureza humana desde os primórdios de nossa existência. A data de criação do primeiro instrumento musical não é conclusiva pelas análises de especialistas, mas existem indícios de que tenha sido uma flauta, há milhares de anos.

Hoje em dia, existem tipos diversos de instrumentos musicais para todos os gostos e estilos possíveis. O mais famoso e comprado pelo mundo é o violão, pois acaba sendo bastante prático, tem um som agradável, é compatível com diversos estilos musicais e ainda serve de base para o aprendizado de outros instrumentos de cordas.

BENEFÍCIOS DE TOCAR UM INSTRUMENTO MUSICAL

O que se diz sobre o aprendizado de música ser muito importante na infância é uma grande verdade. Por meio de pesquisas, verificou-se que os pequenos que aprendem um instrumento têm um melhor desenvolvimento do raciocínio lógico e vão melhor na escola. Uma delas ainda afirmou que crianças que realizam essa prática tem uma capacidade de memória 34% melhor do que as outras, e o efeito pode durar a longo prazo. Além disso, é mais fácil aprender no começo da vida, e aperfeiçoar as suas habilidades com o passar do tempo.
Mesmo assim, nunca é tarde para começar. Outras pesquisas envolvendo idosos já comprovaram que o estudo da música pode auxiliar na prevenção contra a osteoporose e rugas, além de combater o mal de Alzheimer.

No geral, tocar instrumentos musicais pode ser um bom hobby para qualquer idade. Essa prática ajuda a reduzir o estresse, minimizar sintomas de depressão, solidão e ansiedade, aguça a concentração e ensina disciplina. Isso porque nunca é fácil, e o músico precisa ter perseverança para alcançar os seus objetivos.



Fonte: MusicalBrasil

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Mulheres na batera: Confira a opinião de algumas bateristas sobre o ofício!

Júlia e Hefraim, seu professor no Bateras Beat Fortaleza
Quando pensamos em grandes bateristas, com certeza nossas maiores referências são homens: no rock and roll, Keith Moon, do The Who, Ian Paice, do Deep Purple, Neil Peart, do Rush, e John Bonham, do Led Zeppelin, são alguns dos nomes que vêm à mente quando pensamos em grandes nomes da história do instrumento.
Aos pouquinhos, porém, as meninas mostram que estão tomando o gosto pelas baquetas. Os números ainda não são expressivos, como mostram duas das principais escolas de música de São Paulo – no Souza Lima, a média de alunas é de 10 por unidade; na EM&T (Escola de Música e Tecnologia), há 125 alunos de bateria, sendo que apenas 11 são do sexo feminino -, mas o número de mulheres que descem a mão em peles e pratos em bandas conhecidas é cada vez maior.
Na nova geração do rock brasileiro, há pelo menos três grupos que estão na linha de frente e contam com bateristas mulheres:Lipstick, Agnella e Scracho, que têm respectivamente Tila Granda, Paloma Oliveira e Débora Teicher no comando da seção rítmica. Delas, o principal destaque vai para Débora, mais conhecida como Dedé, que foi indicada ao Prêmio Multishow deste ano na categoria de melhor instrumentista.
Guerreiras
A baterista Drikat Crash, da banda de rockabilly Henry Paul Trio, queria tocar bateria desde os 16 anos. Entretanto, não teve oportunidade de experimentar de verdade o instrumento antes de entrar na banda, em que trabalhava anteriormente como… empresária.
“Eu cuidava dos negócios da banda e estava vendo como era difícil de encontrar um baterista competente para tocar rockabilly. Daí, resolvi me arriscar”, conta ela, que afirma que não começou às cegas. “Faço aula há cinco anos e acho que está rolando muito bem. A questão toda é se esforçar para aprender a técnica”, completa.
Crash afirma que, em pleno século 21, ainda sofre muito preconceito por tocar bateria. “Ainda há muita resistência por parte do público machista. Mas o problema não é só com bateristas, e sim com qualquer mulher que esteja no mundo da música”, garante.
O mesmo sentimento é compartilhado por Nina Pará, da banda de heavy metal Illustria e da banda de pop-rock Lacme, que afirma ser discriminada mesmo sendo professora de bateria. “As pessoas acham que tocar bateria é algo masculinizado. Uma vez me candidatei a uma vaga de professor de bateria estilo rock. Você acredita que o responsável me falou que eles não aceitavam mulher?”, conta ela, indignada. “Sempre que faço algum show, as pessoas olham fixo para ver se tenho capacidade”.
Paloma Oliveira, do Agnella, também reclama de machismo no mundo da música. “Ser musicista sempre vai ser complicado, porque já pensam que a gente é pior do que os homens que fazem as mesmas coisas”, conta ela.
Nina Pará - Foto: Divulgação
Diferenças
Embora haja consenso quanto ao forte preconceito contra mulheres na bateria, o mesmo não se dá quando a questão é se existe ou não diferença entre o jeito de tocar de meninos e meninas.
De acordo com Drikat Crash, isso não existe de jeito nenhum. “É ridícula essa coisa de que mulher toca diferente de homem, ou que homem tenha mais força e tal. Tocar bateria não é questão de ficar dando porrada, é técnica. Não tem nada a ver com força”, opina.
Já Nina Pará considera que as mulheres contam com a sensibilidade para melhorar sua performance. “Tem sim diferença. As mulheres são mais sensíveis do que os homens, principalmente na hora de criar os arranjos, o que ajuda na hora de compor”, conta ela. “Em questão de pegada, não tem nada a ver, pois toco heavy metal e a força é a mesma”, afirma.
A baterista do Lipstick também acha que existem algumas diferenças. “O homem tem mais
força e a mulher, jeitinho”, conta Paloma, rindo. “Mas o que importa
mesmo é que a gente manda bem na batera”, completa.

Assista um vídeo com Débora Teicher



Texto: Portal Vírgula
Adaptação: Bateras Beat Fortaleza

ARRANJE TEMPO PARA OUVIR TUDO O QUE VOCÊ QUER


Diariamente são lançadas muitas novas músicas de artistas já renomados, e muitas outras de cantores e bandas que estão começando seu caminho nesta área. Existem materiais de excelente qualidade, mas só é possível atestar isso quando conseguimos escutar os lançamentos. Trata-se da velha história, “como saber se é bom ou ruim se não experimentamos?”
Assim, acabamos consumindo muito mais músicas do que somos capazes de digerir, e fica difícil decidir entre aquelas que se encaixam em nosso estilo, que são feitas para tocar nas rádios ou que realmente fazem a diferença em nossas vidas e apresentam inovações.



O CONSUMO DA MÚSICA ATRAVÉS DA HISTÓRIA

Antigamente, para ouvir música, era necessário estar em um concerto ao vivo, o que exigia que a pessoa prestasse total atenção ao que estava ouvindo. Ao contrário do que acontece hoje, os shows não tinham sequer aquela pessoa que passava vendendo bebida e cachorro quente. Quem não gostava do artista ou de sua música nem se dava o trabalho de sair de casa.
Com a invenção do rádio e das vitrolas, impulsionada por um outro invento que mudou a história da humanidade, o telégrafo, a música começou a ser consumida dentro de casa: bastava reproduzir seu disco preferido ou ligar o rádio e escutar uma determinada estação.
A partir da invenção do CD, tudo ficou ainda mais simples, pois a música digital era bem mais fácil de ser tocada ou ouvida. A produção era também mais barata, permitindo o surgimento de muitos artistas, dando origem aos “artistas de um hit só”, que apareciam e pouco tempo depois já sumiam.
O MP3 revolucionou ainda mais a indústria, facilitando o acesso a novas músicas. Atualmente qualquer pessoa pode pegar um violão, gravar sua performance e divulgar o resultado pela internet, gerando excelentes resultados. Como Andy Warhol disse, “no futuro todos serão mundialmente famosos por 15 minutos”, e a internet ajudou essa previsão a se tornar realidade.



COMO DESCOBRIR E SELECIONAR O QUE AGRADA

Em meio a um oceano de opções, podemos ficar em dúvida sobre o melhor lugar para conhecer novos artistas e escolher a música ideal para determinado momento. Alguns aplicativos e web players atualmente fazem uma pré-seleção bem abrangente e atualizada de acordo com o estilo que você procura, além de criar playlists para momentos específicos: desde cozinhar até fazer exercícios físicos na academia. Alguns web players sugerem músicas até mesmo para o momento de fazer uma cirurgia!
A música, mais do que nunca, pode acompanhar o ouvinte em qualquer lugar. Ela está na sua caminhada, dentro dos ônibus, nos carros e até mesmo nos aviões. Com a possibilidade de ouvir a música que você deseja na internet, as rádios estão cada vez mais seletivas ao tocar aquilo que agrada seus ouvintes, deixando de ser o principal meio por onde conhecer novas músicas e artistas.



ONDE OUVIR MÚSICA

Com tantas facilidades disponíveis atualmente, qualquer lugar pode ganhar uma trilha sonora. Além de programas clássicos, como em bares que cedem espaço para artistas apresentarem seus trabalhos, muitas vezes acompanhados apenas de um violão, qualquer situação pode receber um acompanhamento musical.
Descubra a sua mídia preferida: rádio, CD, vinil ou MP3, e explore todos os meios e materiais que você tem ao alcance. No meio online, você tem ainda a facilidade de pesquisar e saber mais sobre o álbum e o artista. Ao ler críticas e reviews dos lançamentos, é possível ter um conhecimento maior sobre o produto e apreciá-lo de uma maneira diferente. Afinal, com tantas opções disponíveis, é muito bom receber uma indicação do que é bom, e muitos blogs alternativos trazem verdadeiros tesouros da músicas!



MELHOR ERA DA MÚSICA

Ao contrário do que alguns críticos insistem em dizer, a música vive sua melhor fase e assim também será no futuro. Os amantes desta arte têm cada vez mais acesso ao que foi produzido no passado e enquanto isso novos artistas continuam a lançar materiais de boa qualidade, enriquecendo ainda mais as opções. De Bach, passando por Chico Buarque e chegando até Clarice Falcão, a música está cada vez mais rica para ser apreciada por qualquer pessoa e em qualquer situação.


terça-feira, janeiro 20, 2015

Matrículas abertas para Curso de Violão


O Bateras Beat Fortaleza está com matrículas abertas para o Curso de Violão! Aulas práticas e teóricas para você que deseja aprender um novo ou primeiro instrumento e se aperfeiçoar. Aqui é o lugar certo! 

Curso direcionado para todas as idades.

Informações sobre nossos planos e horários pelo número que você já conhece: (85)3081-8081

terça-feira, outubro 14, 2014

Para comemorar: Música Popular Brasileira no Bateras Beat Fortaleza


O Bateras Beat Fortaleza convida você para as festas de comemoração da Música Popular Brasileira. Serão 3 semanas de apresentações, sempre nas quartas-feiras às 19h. Convide seus amigos, venha prestigiar grandes nomes da nossa música em performances únicas!

Local: Bateras Beat Fortaleza - Rua Joaquim Nabuco, 2326 - Dionísio Torres
Informações: (85)3081-8081 


Confira nossa programação:


segunda-feira, julho 28, 2014

A influência da quantidade de tambores na bateria

Por Jorge Anielo

O baterista Jorge Anielo fala sobre a influência da quantidade de tambores na bateria e como a escolha do set up pode "inspirar" certos tipos de fraseado ou groove.





Fonte: Batera

sexta-feira, abril 11, 2014

Workshop com David Krebs - Estilos Musicais

No dia 10 de maio o Bateras Beat Fortaleza realizará um workshop com o baterista alemão David Krebs. O tema será ESTILOS MUSICAIS, TÉCNICAS E APLICAÇÕES. Oportunidade para troca de conhecimentos e aprendizado. Não precisa lembrar que é um evento IMPERDÍVEL. A taxa de inscrição do workshop é de apenas R$20,00. Participe! Aprimore seus conhecimentos e torne-se um músico cada vez mais COMPLETO!

Faça sua inscrição ligando para o número (85)3081-8081 ou venha ao Bateras Beat Fortaleza. Estamos localizados na rua Joaquim Nabuco, 2326 - Próximo a TV Diário. Esperamos por você!


quinta-feira, janeiro 23, 2014

Como a bateria soa em cada lugar


Os franceses da Áudio Zéro fizeram um vídeo chamado The Wikidrummer, onde mostram como a mesma música na bateria pode soar completamente diferente, dependendo do lugar onde é tocada. Eles afirmam que nenhuma espécie de reverb artificial foi usado, mas já há algumas discussões por aí, sobre como isso seria possível.
Caso interesse, o vídeo do making-of está aqui.
Fonte: IdeaFixa

sexta-feira, setembro 13, 2013

Uma Leitura Indispensável


Por Fernando Baggio

“Se um acontecimento mais íntimo é digno de todo seu amor, é nesse acontecimento que você deve trabalhar de algum modo, sem perder muito tempo nem muito esforço para esclarecer sua posição em relação aos outros homens.”
“Cartas a um jovem poeta”, de Rainer Maria Rilke (1875-1926), Editora LP&M.

É com essa frase desse livro que tanto me inspira a ser quem sou que abro minha humilde lição sobre estilo. Como devem ter percebido em meus textos anteriores, meu caminho é sempre analítico e um tanto quanto filosófico para o que se propõe estudar. Porque, para mim, especialmente quando falamos de música como arte, como expressão, não há como não pensar assim. Você pode entender quem é pelo que vê, ouve e gosta, mas sobretudo pelo entendimento do porquê faz essas escolhas para sentir isso. Ou seja, entender o que vem antes do gostar, entender você.

Tudo isso, acredito, fez e faz surgir bateristas como Buddy Rich e Brian Blade. Sim, eles quebraram regras, conceitos e preconceitos, se posicionaram no meio em que viviam de forma ímpar. Como? Por que? Porque eles ouviram primeiro o que estava gritando dentro deles. Geniais? Sim, mas primeiramente corajosos. Porque pode ter havido muitos outros ao mesmo tempo que pensavam e sentiam coisas que poderiam ter se tornado geniais, mas não conseguiram externar isso.

Como, por exemplo, John Bonham conseguiu se destacar tanto em um grupo de rock tocando um fraseado inovador? Ele parece não copiar ninguém de seus contemporâneos, certo? Exato, no rock, principalmente! Ele tinha outras fontes também, e outras vozes em sua cabeça. E o mais importante: ele tentou! Ele ousou em experimentar! Hoje é fácil falar que ele foi um gênio. Mas quando ele surgiu, será que era tão óbvio assim?

Tony Williams com 17 anos tocando no grupo do lendário Miles Davis de uma forma totalmente diferente do resto foi aceito logo de cara? Não exatamente! Ele tinha a seu favor o fato de estar tocando com Miles Davis, que amava o seu jeito de tocar. Mas seus colegas não o abraçaram assim tão fácil. Só que ele foi em frente e mudou tudo!

Nem tudo, porém, que quebra regras, que experimenta, pode ser realmente bom, genial. Mas pode ser parte de um processo de conhecimento, aceitação e crescimento. É preciso identificar isso para também não cair em um caminho errado. Para isso é preciso em primeiro lugar deixar o ego de lado. E o ego está ligado à insegurança e ao medo. Tente entender que não precisa ser o melhor, não precisa ser um gênio para conseguir ser você. Talvez você não seja um gênio. Eu não sou, e a maioria não é. Nem muitos dos melhores músicos que conheço são geniais. São excelentes músicos, são dedicados, são trabalhadores, são até particulares, com seus estilos próprios, mas ser genial é outra coisa. Não persiga isso, pois esse não é o ponto onde se quer chegar. Não queira ser o melhor da geração, do seu grupo, ou qualquer coisa desse tipo. Seja melhor que você mesmo a cada dia! Isso basta!

Estudar os estilos de bateristas ou mesmo de músicos ajuda muito a formar o seu próprio. Para você fazer isso sem que se torne uma cópia desse ou daquele baterista, terá que sempre refletir o porquê aquele elemento na música do cara mexe com você. Você terá que ter sempre uma conversa consigo mesmo. Se entender o que naquele baterista mexe com você, então pode explorar isso no seu íntimo. No começo pode até ficar parecido com o tal baterista, mas aos poucos aquilo vai se tornando seu. E, quando perceber, transformou aquilo, fez virar seu, e nem mesmo pode se lembrar de onde veio. Parece difícil? Até é, mas pense o seguinte: se duas pessoas assistirem a um filme incrível e essas duas pessoas te contarem esse filme separadamente, com certeza cada uma delas contará com uma visão diferente. Ou seja, indivíduo é isso, é ter uma própria visão das coisas mais simples. Todos somos indivíduos, todos temos o tempo todo nossa própria visão de qualquer coisa. Ela pode até ser a mesma do outro, mas a forma como a colocamos é particular. Use isso, pois isso é personalidade, característica própria. Está no seu dia a dia, pode estar na sua música. Mas lembre-se: é importante saber do que está falando. Falar sem dominar o assunto vai torná-lo um farsante.

Vamos lá falar de alguns bateristas, suas épocas e seus estilos. Vou pegar cronologicamente alguns bateristas chave e comentar um pouco sobre o que eles transformaram. Sempre lembrando que naquele universo, naquele momento, muitos podiam até estar fazendo coisas semelhantes, eles apenas o fizeram com mais propriedade, ou com mais projeção. Vou falar aqui de 6 bateristas: Gene Krupa, Buddy Rich, Max Roach, Elvin Jones, Tony Williamse Brian Blade.

Veja aqui um árvore genealógica da bateria bem interessante, tirada do livro de Joachim E. Berendt (“O Jazz - Do Rag ao Rock”, Editora Perspectiva, 2007):



Gene Krupa! Um dos primeiros e o mais expressivo solista da sua geração. Tocando na orquestra de Benny Goodman, Gene realizava longos solos que colocavam o auditório abaixo. Também foi um dos primeiros a gravar bumbo em discos, já que antes se recusavam a gravar essa peça da bateria por fazer pular a agulha do sulco da matriz de cera. Seus solos concentravam rudimentos na caixa. Tinha uma técnica que até hoje poucos superaram. Explorava bastante as bordas da caixa gerando uma enorme riqueza de harmônicos. Mas em seu solo mais conhecido, “Sing, Sing, Sing”, Gene usava muito seus tambores. Ele iniciava com um ritmo no surdo, que depois usava também para o início do solo. Uma característica da época era o bumbo, que tocava as semínimas em todos os tempos, enquanto os solos se baseavam bastante em semicolcheias acentuadas e rulos. Só lembrando, o bumbo tocado em semínimas era também uma característica do comping da época.
Ouça a gravação de “Sing, Sing, Sing”.


 
Logo após Gene apareceu o grande Buddy Rich. Diga-se de passagem, pupilo de Krupa. Buddy é insuperável em seu estilo até os dias de hoje! Claro que entre um e outro tiveram muitos outros. Só para citar alguns, Jo Jones(Count Basie), Dave Tough (Tommy Dorsey) Louie Bellson (o pioneiro em bumbo duplo!), Chick Webb, Cozy Cole(que fez as primeiras gravações com Jelly Roll Morton), e por aí vai.
 
Mas eis que chega Mr. Rich! Esse cara foi um divisor de águas. Bob Wyatt uma vez me contou que Buddy talvez tenha sido o baterista que influenciou o instrumento da forma mais inusitada. No início todos tentaram ser como ele, fazer o que ele fazia. Na impossibilidade de reproduzi-lo, decidiram uma alternativa, um outro caminho. Sim, é isso mesmo que você leu, ele foi tão fantástico que ninguém conseguiu fazer o que ele fazia, e por isso começaram a surgir outras maneiras de tocar. Talvez, sem Buddy Rich, não existiria Max Roach! Buddy foi uma espécie de super-homem da bateria, um super atleta. Técnica perfeita e inovadora, velocidade alucinante, muita potência e precisão nos golpes, um controle técnico absurdo, capaz de tocar qualquer coisa em qualquer andamento e qualquer volume, e a sua musicalidade... Ai, ai, que musicalidade! Gênio! Um exímio solista de caixa, mas com distribuição perfeita, feroz! E seu famoso constante golpe em semicolcheias com a uma mão em altíssima velocidade. Finalizando o solo com o divertido stick trick, que são esses golpes de uma baqueta contra a outra também em semicolcheias. Buddy também era bem humorado, pelo menos em seus solos! Vale dizer que Buddy tinha família circense, o que revela muito sobre suas acrobáticas exibições. Confiram:



Como “alternativa” a Buddy Rich surgiu um jovem e inovador baterista, vindo da Carolina do Norte: Max Roach. Preciso abrir aqui um parênteses para dizer que Max foi minha primeira grande influência dentro do jazz. Ele foi a porta de saída do estilo Swing e das Big Bands, e a porta de entrada para o Bebop. Como sempre, há paralelos a todos esses bateristas que sito aqui. Nesse caso Kenny Clark foi um deles, e Phillie Jo Jones também. Mas não tenho espaço para falar de cada um, e assim vou me manter em Max.

Max foi o principal baterista do Bebop, e depois firmou uma grande parceria com Clifford Brown (trumpetista) e acabou também se tornando um ícone do Hard Bop. Tocou com inúmeros músicos, como Charlie Parker, Dizzy  Gillespie, Thelonious Monk, Clifford Brown, Miles Davis, Sonny Rollins e tantos outros. Nesse estilos, bateristas como Art Blakey, Louis Hayes e Roy Haynes foram também destacados músicos!
 
Para falar de suas características podemos começar a dizer o que de fato foi impactante: Max Roach era melódico! Se ainda hoje isso é um elemento dificílimo de desenvolver e ver bateristas com essa característica, imaginem vocês em 1940! Disse ele: “é preciso fazer com o ritmo o que Bach fez com a melodia”. Amigos, ver esse cara quando ele surgiu seria como ter visto o primeiro avião levantar voo, ou coisa parecida. Ele foi um grande compositor também. Compunha para orquestras, big band e as mais diversas formações. Assim, com essas características, você já pode imaginar o cuidado que ele tinha para afinar seu instrumento, não é? Ele explorava as alturas e intervalos dos seus tambores, bem como os timbres de pratos e harmônicos de toda a bateria. Seu solos eram recheados de espaços com uma incrível construção melódica. Ele tem faixas solos em seus discos que pode-se ouvir o tema e depois o improviso e a volta para o tema, tudo só com bateria. Ouça “Drum Conversation” (faixa do disco Deed, Not Words, de 1958).



Para entender um pouco melhor sobre essa “quebra” de corrente, vejam esse vídeo do incrível disco Rich versus Roach (1959)! Essa faixa “Sing, Sing, Sing” (olha ela aí de novo!), mostra claramente o estilo de cada um, absurdamente diferentes e igualmente geniais!



Outra sensacional característica desse mestre foi sua linguagem de jazz comping, que praticamente definiu como se faz acompanhamento no jazz pela bateria. Sua conversa entre caixa e bumbo com uma condução poderosa estabeleceu definitivamente novos rumos para o assunto. Nada poderia ser tocado diferente depois disso. Nem os antigos bateristas das big band se safaram dessa, e acabou de vez com as tais semínimas no bumbo. Creio que essa maneira de pensar o jazz comping tem muita relação com a maneira dele pensar a bateria melodicamente. Seu comping era uma conversa perfeita entre bumbo e caixa.
 
Max também começou a variar a condução (assunto que vou aprofundar em “A condução do jazz - Parte II”, não percam!). Sua incrível velocidade em conduzir coisas muito velozes – como eram as músicas do Bebop, que facilmente chegavam a 350 bpm, e algumas vezes em 400 bpms – também contribuíram para ele construir uma alternativa à condução padrão. Nesses andamentos ele também construiu um jeito interessante de jazz comping. Tornou as frases mais espaçadas, mas sem perder a ideia central. Veja o exemplo disso nesse vídeo da rapidíssima Cherokee, com Clifford Brown (Study in Brown, 1955):



Anos depois, na década de 1960, surge mais um baterista que “virou a chavinha” da ordem das coisas: Elvin Jones. É bem verdade que ele já estava aí na década de 50. Também é verdade que entre Max Roach e Elvin Jones tiveram outros grandes bateristas. Mas me propus a tratar de alguns que julgo ser muito importantes, sem desprezar os outros, apenas me concentrando nesses. E se ele já estava na década de 50, foi em 60, mais precisamente no grupo de John Coltrane, que ele se destacou.

“Rei das Tercinas”! Pode-se dizer que Elvin era de fato um exímio dominador dessa divisão. Não apenas as tercinas de colcheias, tampouco tercinas em viradas. Ele as explorou ao máximo, incorporou esse grupo de notas com diferentes figuras em sua condução, em seu comping e em seus solos. Não só fez isso como também trabalhou muito as possibilidades que as tercinas deram. Ele usou subdivisões ao extremos, usou tercinas até de semibreves, ou mínimas, semínimas, colcheias e semicolcheias. Tudo misturado e muito sofisticado.

Com seu toque pesado e sujo, seu vigor também foi uma marca! Ataques nos rides no meio de uma condução é algo muito comum de se ouvir em Elvin. Um baterista que tocava alto, sobretudo para os padrões da época. Há relatos de que o pianista McCoy Tyner tirava sangue dos dedos em noites no quarteto de Coltrane, mas nem reclamava. Era pura energia, sinergia e vigor.

Elvin trouxe também o “afro” para a bateria do jazz. Sua proximidade com as tercinas o tornou um mestre nisso. Sua levada sincopada baseada em tercinas foi uma marca. Esse seu afro também acabou influenciando sua própria condução em jazz. Repare onde Elvin acentua suas frases e perceberá que e junção desses acentos quase sempre formam tercinas de diferentes figuras. Muito importante também foi o que Elvin fez com o chimbal (pé esquerdo). Ele tornou essa parte da bateira integrante e importante em seu jazz comping, quebrando assim a função desse elemento como simples marcador dos tempos 2 e 4.

Veja a seguir três exemplos de condução e jazz comping usados por Elvin:


 
Ouçam também essa música onde tem boa parte dos elementos que falei, “A Love Supreme - Part 1: Acknowledgement”, de John Coltrane, do memorável álbum A Love Supreme (1965). Aliás, esse disco é uma aula inestimável de Elvin Jones!



Como solista, Elvin tinha um fraseado tão particular que poderia encaixar o mesmo solo em uma balada ou uma música rapidíssima. Suas divisões ternárias permitiam pensar no pulso de formas bastante diferentes. Seu toque é também bastante particular. Como disse o baterista e professor Ricardo Berti: “a gente estuda tudo certinho, a técnica de toque duplo, se preocupa com todos os detalhes, mas quando você toca algo do Elvin Jones simplesmente não soa como ele! Parece que é preciso tocar errado para soar como ele!” O Ricardo tem razão. É suja, e é linda sua técnica. Vejam esse vídeo incrível de um quarteto do Elvin. Em 8:22 ele começa a solar. Mas vê-lo acompanhar Dave Liebman também é sensacional! Não é a toa que ficou conhecido como “Drum Machine”.



Pois bem, agora falaremos daquele que para muitos é o maior, um deus: Tony Williams. Ele apareceu com 17 anos no quinteto do Miles Davis, em 1963. Mas antes disso ele tocou com nada mais nada menos que Sam Rivers, quando tinha (pasmem) 13 anos! Mas foi com Miles Davis que ele chocou a todos. O quinteto era formado por Miles Davis (trumpete), Tony Williams (bateria), Ron Carter (contra-baixo), Herbie Hancock (piano) e Wayne Shorter (sax), e os discos desse quinteto viraram o mundo do jazz de cabeça para baixo, e foi definitivo. Da mesma forma, Tony o fez com a bateria. Sua potente condução agrupava quatro, cinco notas em sequência, e seu chimbal marcava todas as semínimas. Era uma locomotiva! Seu comping não fica atrás, com frases intensas, de longas sequência de grupos de colcheias em andamentos rápidos, com uma técnica incrível, notas claras, som limpo e definido, um verdadeiro contraste com relação a Elvin Jones.

É importante perceber que, desde Elvin Jones, o jazz nesse instrumento caminha para rupturas. Com Elvin podemos observar uma quebra no pensamento rítmico, com suas tercinas e seu chimbal sendo usado como parte integrante do fraseado. Williams foi um baterista que aprofundou essa ruptura. Ele pensou a bateria definitivamente como parte do arranjo e tirou de vez esse instrumento do campo do simples acompanhamento. Se Max Roach já tratava o instrumento como melódico, Elvin propôs alternativas rítmicas, Tony veio para firmar a bateria com um novo conceito: instrumento que compõe o arranjo. Não raro vemos Tony tocar algo que completa os demais instrumentos. É bem verdade que Max Roach fez isso em seu estilo de composição orquestrada. Mas Tony fez isso em grupos de jazz bastante tradicionais (pelo menos em sua formação), como o de Miles Davis, por exemplo. Explorou ao máximo também as modulações métricas e as sobreposições de tempo (polirritmias). Tony pensava em um pulso as vezes diferente do pulso original. Elvin fez isso muito bem com as tercinas, mas Tony usou mais que tercinas. Por exemplo, como ele impunha condução em 3/4 sobre compassos de 4/4, ou 5/4 em 4/4, e por aí vai! Veja um exemplo disso na figura abaixo:


 
Vale dizer aqui que essa parceria dele com o baixista Ron Carter ensinou muito a todos da integração desses dois instrumentos. Ali eles não apenas fizeram a mesma função, mas na verdade eles mostraram a todos como podem ser complementares. É sensacional perceber como eles “conversavam” um com o outro o tempo todo. Muitas vezes Tony tocava para frente, enquanto Ron Carter conduzia para trás, ou subdividia o tempo. Esses grupos de 3 sobre 4, por exemplo, hora fazia o Tony, hora fazia o Ron! A melhor cozinha que eu já vi tocar, na minha opinião. Vejam esse impressionante vídeo dele com o Miles Davis Quintet, em 1963, ele com 17 anos. Há muito do que citei acima nesse vídeo:



Como solista, em suas variadas fases, Tony sempre apresentou solos muito bem construídos, com uma técnica limpa, uso de flans entre as mãos ou entre mãos e bumbo. Ele tinha seu famoso 1 e 1 (um golpe de mão contra um de pé), muitas vezes executado com flans. Um mestre em dinâmicas, um mestre em construção de solo, sempre com um desenvolvimento invejável: começo, meio e fim. Veja um belo exemplo:



Em 1969 ele forma seu grupo, o Lifetime, com John McLaughlin. E aí começa também sua fase de experimentações com novos ritmos e estilos. Entra na fase do Fusion em que os sintetizadores, guitarras elétricas e experimentações sonoras veem à tona. Tony pode ir ainda mais adiante com sua fusão de ritmos, pulsos, grooves, afinações, variações do seu próprio kit de bateria. Se até a década de 60 o mais comum eram os kits de bateria com a formação clássica (bumbo de 18” ou 20x14”, tom de 12x8” e surdo de 14x14”), agora era possível ver kits enormes. O rock entra também como grande influência para o jazz, e vice-versa. Tony Williams tinha um kit grande com dois toms (12” e 13”) e três surdos (14”, 16” e 18”), com um bumbo de 22”! Veja a foto:



Tony Williams se tornou uma referência maior para a bateria moderna. Ele é um elo de ligação entre o jazz tradicional e o jazz moderno, especialmente o fusion. Apontou o caminho para bateristas como Jack DeJohnette (o homem do fraseado lindamente livre) ou Billy Cobham, por exemplo.

Daí para frente muito aconteceu no mundo do jazz, mas não foi uma fase fácil. O fusion acabou se distanciando muito do jazz tradicional, então houve o resgate dessa tradição, especialmente pela família Marsalis. Não foi uma coisa leve. Intrigas, brigas, rupturas ocorreram nessas décadas de 1980 e 90. Com isso, pouca gente se destacou de fato. Teria o jazz morrido? Virado música da elite? Ou uma espécie de música clássica moderna? Teria o jazz finalmente esgotado seu enorme poço de criatividade?

Alheio a tudo isso estava uma rapaziada em Nova Iorque. É bem verdade que muitos deles vieram da “escola Marsalis”, mas aparentemente não se envolveram com as polêmicas e se fundiram com o seu próprio tempo. Exatamente como o jazz sempre foi: um reflexo do seu tempo. Músicos como Joshua Redman, Kenny Garrett, Kurt Rosenwinkel e muitos outros vieram com uma nova e bem fresca proposta. Talvez eu deva citar aqui a contribuição para a formação dessa geração que tiveram nomes como Herbie Hancock, Dave Holland e, especialmente, Wayne Shorter e Miles Davis. Músicos mais velhos, mas nada estacionados. Sempre propuseram o novo e incentivaram muito essa geração a fazer o seu som. Foi nesse cenário que surgiu Brian Blade.

A primeira vez que ouvi Brian Blade, tive a sensação de ter sido congelado por pelo menos 50 anos e quando acordei me deparei com isso. Eu podia explicar tudo sobre Tony Williams, Elvin Jones, Jack DeJohnette, mas não tinha a menor ideia da linha de raciocínio que Blade seguia. Assustador e muito, muito inspirador. Então, um belo dia vou eu assistir ao show do Wayne Shorter Quartet com Brian Blade e mais Danilo Perez (piano) e John Patitucci (baixo). Quando acabou o show, fiquei sentado na cadeira por uns 20 minutos totalmente anestesiado. Sabia que estava vendo “o novo” na minha frente, o futuro. Era como ver a maçã de Newton. Não só pela maneira como tocava Brian Blade, mas por toda a música ali apresentada. Para mim foi a mais pura sinergia e entrega que pude presenciar em um show. Não havia um elemento, não havia nada para destacar individualmente, havia o som na sua forma mais plena. Mr. Blade tocava muito, tocava pouco, ou mesmo não tocava, mas estava sempre tão conectado com o som, tão inserido naquilo, que o todo parecia como uma grande aura de luz sonora. Fiquei chocado, e nada do que eu escreva aqui vai faze-los entender o que senti.

Não preciso dizer que aquilo mudou de vez minha vida, meus pensamentos musicais, minha filosofia como músico e artista. Ali, naquela noite, me encontrei, me achei como músico, sabia o que queria. Ao mesmo tempo, sabia o tamanho do problema que tinha arrumado para mim. Sim, eu encontrei minha verdade e iria começar ali minha jornada atrás dela, ou para alcançar a linguagem necessária que precisava para externar o que sentia com aquele som, ou para encontrar parceiros com quem pudesse fazer esse som (algo muito sério e importante para você desenvolver quem você é). Não foi e não é tarefa fácil, mas cá estou muito feliz em ter me encontrado.

Experimente um pouco disso:



E o Brian, o que vai falar dele? Ou vai falar só de você? Amigo, o Brian está aí ainda criando ou co-criando sua própria realidade. Infelizmente, todos os outros que citei aqui já não fazem mais parte desse plano terreno em que vivemos. Mas Brian faz! E o que quero dizer sobre ele é o que ele causou em mim, minha busca em entender ele resultou em toda a minha filosofia como músico. Eu não toco como ele, mas ele me ensinou a ser eu. Ele de fato se expressa através do seu instrumento, e faz isso fora de todas as regras estabelecidas. Não tem as obrigações que os bateristas têm. Mudou tudo, quebrou tudo e, pelo menos para mim, clareou tudo. Inclusive deixando todas as demais páginas da história futura para serem escritas da maneira que qualquer um achar melhor.

É isso, texto longo mais uma vez e com muitas informações. Muitas delas nada explícitas. Mas se você chegou até aqui acredito que está no caminho certo. Você de fato é um interessado, um estudante. Você está atrás da informação e de sua própria formação. Mas lembre-se: o mais importante está dentro de você, como você sente, como você ouve, e depois como você devolve isso através da sua música. Música é uma linguagem, uma forma de expressão pela arte. Se você não sabe se expressar, não se comunica. Se não se comunica, não faz música, mesmo que toque algum instrumento. Inquietante isso, não é? Mas é verdade. Quem reproduz música é rádio! Nós criamos música.

E, para fechar, mais uma frase de Rilke:
“Obras de arte são de uma solidão infinita”.


FONTE: O Baterista

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