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sábado, junho 27, 2015

Recital Bateras Beat Fortaleza 2015

No dia 09 de julho o #BaterasBeatFortaleza encerra as atividades do semestre com um grande Recital! Convidamos todos os nossos alunos, familiares e amigos para prestigiar o evento que acontecerá na Livraria Cultura - Av. Dom Luís, 1010 a partir das 19h.

Para mais informações, ligue: (85)3081-8081
A entrada é franca!


quarta-feira, janeiro 21, 2015

Mulheres na batera: Confira a opinião de algumas bateristas sobre o ofício!

Júlia e Hefraim, seu professor no Bateras Beat Fortaleza
Quando pensamos em grandes bateristas, com certeza nossas maiores referências são homens: no rock and roll, Keith Moon, do The Who, Ian Paice, do Deep Purple, Neil Peart, do Rush, e John Bonham, do Led Zeppelin, são alguns dos nomes que vêm à mente quando pensamos em grandes nomes da história do instrumento.
Aos pouquinhos, porém, as meninas mostram que estão tomando o gosto pelas baquetas. Os números ainda não são expressivos, como mostram duas das principais escolas de música de São Paulo – no Souza Lima, a média de alunas é de 10 por unidade; na EM&T (Escola de Música e Tecnologia), há 125 alunos de bateria, sendo que apenas 11 são do sexo feminino -, mas o número de mulheres que descem a mão em peles e pratos em bandas conhecidas é cada vez maior.
Na nova geração do rock brasileiro, há pelo menos três grupos que estão na linha de frente e contam com bateristas mulheres:LipstickAgnella Scracho, que têm respectivamente Tila GrandaPaloma Oliveira e Débora Teicher no comando da seção rítmica. Delas, o principal destaque vai para Débora, mais conhecida como Dedé, que foi indicada ao Prêmio Multishow deste ano na categoria de melhor instrumentista.
Guerreiras
A baterista Drikat Crash, da banda de rockabilly Henry Paul Trio, queria tocar bateria desde os 16 anos. Entretanto, não teve oportunidade de experimentar de verdade o instrumento antes de entrar na banda, em que trabalhava anteriormente como… empresária.
“Eu cuidava dos negócios da banda e estava vendo como era difícil de encontrar um baterista competente para tocar rockabilly. Daí, resolvi me arriscar”, conta ela, que afirma que não começou às cegas. “Faço aula há cinco anos e acho que está rolando muito bem. A questão toda é se esforçar para aprender a técnica”, completa.
Crash afirma que, em pleno século 21, ainda sofre muito preconceito por tocar bateria. “Ainda há muita resistência por parte do público machista. Mas o problema não é só com bateristas, e sim com qualquer mulher que esteja no mundo da música”, garante.
O mesmo sentimento é compartilhado por Nina Pará, da banda de heavy metal Illustria e da banda de pop-rock Lacme, que afirma ser discriminada mesmo sendo professora de bateria. “As pessoas acham que tocar bateria é algo masculinizado. Uma vez me candidatei a uma vaga de professor de bateria estilo rock. Você acredita que o responsável me falou que eles não aceitavam mulher?”, conta ela, indignada. “Sempre que faço algum show, as pessoas olham fixo para ver se tenho capacidade”.
Paloma Oliveira, do Agnella, também reclama de machismo no mundo da música. “Ser musicista sempre vai ser complicado, porque já pensam que a gente é pior do que os homens que fazem as mesmas coisas”, conta ela.
Nina Pará - Foto: Divulgação
Diferenças
Embora haja consenso quanto ao forte preconceito contra mulheres na bateria, o mesmo não se dá quando a questão é se existe ou não diferença entre o jeito de tocar de meninos e meninas.
De acordo com Drikat Crash, isso não existe de jeito nenhum. “É ridícula essa coisa de que mulher toca diferente de homem, ou que homem tenha mais força e tal. Tocar bateria não é questão de ficar dando porrada, é técnica. Não tem nada a ver com força”, opina.
Já Nina Pará considera que as mulheres contam com a sensibilidade para melhorar sua performance. “Tem sim diferença. As mulheres são mais sensíveis do que os homens, principalmente na hora de criar os arranjos, o que ajuda na hora de compor”, conta ela. “Em questão de pegada, não tem nada a ver, pois toco heavy metal e a força é a mesma”, afirma.
A baterista do Lipstick também acha que existem algumas diferenças. “O homem tem mais
força e a mulher, jeitinho”, conta Paloma, rindo. “Mas o que importa
mesmo é que a gente manda bem na batera”, completa.

Assista um vídeo com Débora Teicher



Texto: Portal Vírgula
Adaptação: Bateras Beat Fortaleza

segunda-feira, agosto 18, 2014

Afinação de bateria. Vídeo aulas com Bob Gatzen


O que para muitos de nós, principalmente para bateristas iniciantes ou pouco experientes vem a ser um grande dilema, não é mesmo?
Para ajudar aos que estão estudando ou buscando aperfeiçoamento em suas técnicas de afinação de bateria, segue uma série de quatro vídeos de Bob Gatzen, grande baterista, educador e inventor. Já foi designer e inventor da DW, Zildjian, Evans e agora Puresound Snares.
A transposição para o português é uma iniciativa do Portal Daniel Batera, com tradução e legenda do colaborador Auro Mitsuo Okamoto.

quarta-feira, abril 30, 2014

O Corpo e a Bateria



Introdução

A fonte primária da música é a mente humana, e no processo de transmiti-la para o mundo físico nos deparamos com uma barreira – nosso próprio corpo. Para diminuir a distância entre ideia e execução, o conceito que nos vem à mente é prática.

A maioria dos estudantes compactua com a ideia expressa pela frase: “A prática leva à perfeição”. Porém, não se leva em conta a qualidade desta prática, que parece estar diretamente ligada ao resultado final. Desta maneira, perde-se muito tempo e energia praticando exercícios que não levarão o estudante a atingir seus objetivos e, muitas vezes, podem provocar o desinteresse seguido de desistência da atividade, bem como danos físicos decorrentes do excesso de movimentos repetidos de maneira inadequada. Estes danos são conhecidos por LER (Lesões por o Repetitivos).

No caso dos músicos profissionais, é exigido um alto nível de desempenho, fato que pode causar problemas ainda maiores se não houver disciplina e adequação na sua prática diária.

Preocupados com essa perspectiva, músicos e pesquisadores têm apresentado métodos, técnicas e teorias acerca da maneira correta de praticar e tocar um instrumento musical. Isso nos leva a reformular a frase citada anteriormente para: “A prática correta leva à perfeição”.

Inadequações e uso excessivo dos movimentos

Um importante aspecto do fazer musical, que na maioria das vezes é negligenciado, é a questão dos limites fisiológicos de cada músico. A literatura médica no Brasil ainda contempla poucos estudos que relatam os problemas físicos relacionados à pratica musical, e acreditam que “as razões de tal lacuna podem ser decorrentes da falsa ideia de que a música se associa apenas ao lazer estando, portanto, raramente relacionada a uma atividade laboral” (FRAGELLI, GÜNTHER, 2009, p. 19).

Outra ideia muito propagada é a de que a excelência musical é conseguida por meio de uma dedicação que ultrapasse limites fisiológicos, que desconsidere, inclusive, as diferenças individuais, o chamado virtuosismo.

Desta maneira, “os instrumentistas ficam sujeitos a situações que exigem de seu corpo um esforço físico maior do que estão habituados” (ANDRADE; FONSECA, 2000, p. 118). Estes autores ainda afirmam que os problemas físicos gerados pelo excesso de tensão muscular são frequentes tanto em ambientes acadêmicos (escolas) quanto em situações profissionais.

Para resolver este estresse físico, os especialistas apontam algumas possíveis soluções que incluem a alteração da postura, melhor adaptação do instrumento ao corpo e a divisão do estudo em períodos mais curtos de tempo alternado com pausas para descanso.

Preparando o ambiente de estudo

Antes de montarmos um plano de estudos precisamos buscar condições favoráveis ao desenvolvimento dos mesmos, o que nos leva ao estudo da Ergonomia.

Em outras palavras, devemos ajustar as técnicas e a disposição dos instrumentos de acordo com o corpo e não o oposto disso. Desta maneira, separamos dois pontos cruciais:

1) O assento, que é uma das peças mais importantes da bateria. É ele que vai proporcionar o equilíbrio e a postura do músico em relação ao instrumento. Sua altura é determinada de acordo com a estrutura física de cada indivíduo.
2) O posicionamento do instrumento em relação ao executante. A altura e ângulo das peças que compõem a bateria devem estar ajustados de acordo com a estrutura física de cada indivíduo, possibilitando que este tenha o máximo de rendimento com o menor esforço possível.

Por: Adalberto Brajatschek 
Fonte: Batera

quinta-feira, abril 10, 2014

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Como a bateria soa em cada lugar


Os franceses da Áudio Zéro fizeram um vídeo chamado The Wikidrummer, onde mostram como a mesma música na bateria pode soar completamente diferente, dependendo do lugar onde é tocada. Eles afirmam que nenhuma espécie de reverb artificial foi usado, mas já há algumas discussões por aí, sobre como isso seria possível.
Caso interesse, o vídeo do making-of está aqui.
Fonte: IdeaFixa

terça-feira, abril 09, 2013

Tocando com vassouras



Neste artigo irei abordar uma série de combinações em 12/8 para vassouras. O intuito é trabalhar a independência e o feel apropriado para cada situação.

Vale ressaltar que a arte de tocar com vassouras é quase que um mundo a parte, já que além de percutir podemos criar diversas texturas sonoras. O simples ato de raspar a pele da caixa pode ser um tanto quanto complicado no começo, pois exige uma certa concentração, além de prática, para encontrar e posicionar os tempos dentro dos círculos. Outras formas podem e devem ser usadas, mas começaremos com os círculos na mão esquerda, no sentido horário.
A primeira coisa a fazer é tocar cada exercício e cada membro separadamente. Concentre-se, principalmente nas figuras de mão esquerda.

Os tempos anotados (e por vezes subdivisões) devem cair sempre no mesmo lugar do círculo, criando uma sonoridade constante. Procure ?desenhar? os círculos sempre com o mesmo tamanho, pois isso pode alterar e muito os fatores volume e timbre. Lembre-se que alguns exemplos de mão esquerda funcionam melhor em determinados andamentos. Normalmente as figuras mais longas cabem bem em andamentos mais rápidos, enquanto que as mais curtas podem soar melhor em andamentos mais lentos. Experimente ao máximo!

Certo, agora sim comece as combinações. A primeira etapa deve ser feita da seguinte forma: mantenha três membros fixos enquanto experimenta variar um deles. Utilizei um exemplo no vídeo, onde mantenho a figura de mão direita, bumbo e chimbal, enquanto vario as figuras de mão esquerda. Se tiver dificuldade nas transições estude cada combinação separadamente. Evidentemente, algumas combinações soam mais orgânicas, enquanto outras nem tanto, mas mesmo assim vale a pena experimentá-las.

Neste ponto é interessante notar que as figuras de mão direita soam muito mais cheias se tocadas em diferentes partes da pele, de preferência evitando onde a mão esquerda está raspando. No vídeo perceba a movimentação e relação entre as duas mãos.

Experimente tocar com diferentes sensações ou 'feels' (semicolcheias retas ou swingadas).

Dependendo da situação é essencial ter estas cartas na manga.

A segunda etapa consiste em improvisar e encontrar suas próprias variações. É claro que alguns estilos pedem grooves mais simplificados, mas nunca é demais testar novas ideias e encontrar a sua própria maneira de tocar.

Qualquer dúvida, meu email é: ferrivabem@gmail.com
Bons estudos!


Por Fernando Rivabem
Fonte: Batera

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